Indenização de moradores do igarapé São Sebastião será contestada judicialmente pela Defensoria Públ


O defensor público titular da Defensoria Especializada de Atendimento de Interesses Coletivos, Carlos Alberto Almeida Filho, vai aditar o pedido de indenização digna às famílias do Igarapé São Sebastião, no bairro Petrópolis, zona sul de Manaus,à Ação Civil Pública (ACP) que pede a garantida de indenização mínima afamílias removidas para execução de obras do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim) no Igarapé do Bindá, que já tramita no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).

Nos dois igarapés, mais de mil famílias reclamam que o valor pago pelo Governo do Amazonas está bem abaixo das indenizações feitas em outras áreas de intervenção do Prosamim na cidade. Nesta quinta-feira, 12 de agosto, moradores do igarapé de São Sebastião, que inclui três comunidades com 826 famílias, estiveram na sede da DPE-AM, no bairro Nossa Senhora das Graças, zona centro-sul de Manaus, para pedir assistência jurídica.

José Pessoa, missionário e representante de famílias atendidas pelo Prosamim no igarapé São Sebastião, disse que a proposta de indenização pelas moradias “é indecente”. “A comunidade não está aceitando e está reivindicando o direito de ter a mesma indenização que foi para outros igarapés do Prosamim, que era de R$ 35 mil. Agora a indenização não passa de R$ 6 mil para famílias que moram lá, algumas há mais de 40 anos”, destacou.

O estudante Roffiman Sena, que também mora na comunidade São Sebastião, afirmou que o valor das indenizações não permite que adquiram nova moradia. “O valor que estão oferecendo não dá condição de comprar outra moradia e a solução é a gente ir para beira de outro igarapé, para a beira de um barranco. Cadê a política habitacional do Governo?”, questio