Defensoria Pública e Procon Amazonas pedem prisão da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Rodovi


A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) e o Procon Amazonas entraram com petição, junto ao Tribunal Regional do Trabalho da 11º Região, em que solicitam a prisão da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários do Amazonas por descumprimento de ordem judicial e das normas que disciplinam movimentos grevistas. A petição foi assinada na manhã desta segunda-feira, dia 26 de junho, na unidade da DPE-AM na rua 24 de Maio, Centro de Manaus, pelo titular da Defensoria Pública Especializada de Atendimento de Interesses Coletivos (DPEAIC), defensor Carlos Almeida Filho, e a secretária executiva do Procon Amazonas, Rosely Fernandes.

Durante entrevista coletiva, o defensor público Carlos Almeida Filho afirmou que a greve promovida pelo Sindicato dos Rodoviários, que surpreendeu a população de Manaus na manhã desta segunda-feira, é considerada ilegal por ter descumprido normas que disciplinam o movimento grevista para os serviços públicos essenciais. Entre as normais estão, por exemplo, a proibição de paralisar 100% da frota e a exigência de que a população afetada seja avisada do movimento de greve no prazo de 48 horas de antecedência. A greve prejudicou milhares de trabalhadores e estudantes, entre outros usuários do sistema de transporte público urbano.

“Nós não somos contra o legítimo direito de greve, que é um direito de qualquer trabalhador. O problema é que quando envolve serviço público, como transporte coletivo, coleta de lixo, fornecimento de água e energia, a greve precisa de aviso prévio prestado à população e, mesmo assim, estes serviços não podem parar totalmente”, afirmou Carlos Almeida Filho, ao destacar que a petição ajuizada hoje solicita habilitação da DPE-AM e do Procon Amazonas no processo de dissídio coletivo que envolve o Sindicato dos Rodoviários e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram).