Oficinas de Parentalidade oferecidas pela DPE-AM orientam pais sobre os efeitos negativos de uma sep


A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) vai começar a promover mensalmente, de forma gratuita, a partir desta sexta-feira, dia 20 de outubro, Oficinas de Parentalidade destinadas às famílias que estão passando por um divórcio, pela separação do casal, e servirão para estimular a conscientização de que o término da relação conjugal não implica no fim da convivência familiar. A orientação às famílias será também uma forma de incentivar a conciliação e alertar para os prejuízos que um divórcio conflituoso pode causar, até sobre a saúde física dos filhos.

Quando as crianças vivenciam um divórcio ou separação conflituosa de seus pais, a situação pode, além de causar danos emocionais e psicológicos, prejudicar a saúde física dos filhos. É o que apontou um estudo, publicado na revista científica americana “Proceedings of the National Academy of Sciences” (Pnas), em junho deste ano. O estudo foi feito com 201 adultos saudáveis que concordaram em ser colocados em quarentena, expostos a um vírus que causa o resfriado comum e monitorados por cinco dias.

O resultado do experimento mostrou que aqueles cujos pais se separaram e não se falaram durante anos eram três vezes mais propensos a adoecer, em comparação com aqueles cujos pais se separaram mas permaneceram em contato durante o crescimento das crianças.

É para evitar esse tipo de impacto negativo sobre os filhos que a DPE-AM está buscando estimular o diálogo entre as família que estão passando por uma situação de divórcio ou de separação do casal.

A primeira Oficina de Parentalidade será realizada nesta sexta-feira, dia 20 de outubro, das 9h às 12h, no auditório da Escola Superior da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (Esudpam), que fica na Rua 24 de Maio, 321, Centro. Há um limite de 30 vagas e os interessados que quiserem garantir participação podem ligar para o telefone da 1ª Defensoria Pública de Família – (92) 3233-1007. Não é necessário que os dois membros do casal participem. Caso um dos dois não esteja interessado, o outro pode participar sem problemas.

As oficinas serão ministradas pelos defensores públicos Helom Nunes e Karoline Santos, que passaram por uma capacitação no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Em um formato de bate-papo, os participantes terão questões práticas e esclarecimentos sobre Direito de Família, além de poderem tirar suas dúvidas.

O defensor público Helom Nunes afirma que a Defensoria Pública realizará as oficinas como uma forma de cumprir com seu papel social, no sentido de estimular o diálogo entre as famílias, dando um caráter pedagógico e preparando para a conciliação. “A relação familiar entre pais e filhos permanece, independentemente da conjugalidade. Queremos sensibilizar os pais de que o fim da relação do casal não pode comprometer as necessidades dos filhos, que continuam precisando tanto do amparo do pai, quanto do da mãe”, afirmou.

Ainda segundo o defensor público, a Defensoria Pública busca ir muito além das questões jurídicas, do divórcio, de uma guarda. A instituição busca estimular a convivência familiar, orientando os pais a contribuir com o crescimento afetivo dos filhos, diminuindo qualquer possibilidade de maior desgaste, além dos que já são inerentes a uma separação conjugal.

De acordo com informações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o projeto sobre parentalidade surgiu nos Estados Unidos e Canadá e foi trazido para o Brasil pela juíza Vanessa Aufiero da Rocha, que o pôs em prática na cidade de São Vicente (SP). Em razão da aceitação e dos resultados positivos, a ideia foi encampada pelo CNJ, que o adotou como política institucional. A determinação é que ele seja um dos recursos utilizados pelos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs) em parceria com as Varas da Família.

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