Primeira Oficina de Parentalidade promovida pela Defensoria Pública esclarece dúvidas sobre consequê


A dona de casa Marta*, 29, foi uma das inscritas na 1ª Oficina de Parentalidade, realizada na manhã desta sexta-feira, dia 20 de outubro, pela Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), no auditório da Escola Superior da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (Esudpam), para orientar casais que estão passando por situações de separação e divórcio e incentivar a conciliação e o diálogo entre as famílias.

Separada do marido há três anos, Marta ficou com a guarda do filho recém-nascido e o deixou levar o que tinha a idade de seis anos à época. Mas há três meses, o ex-marido levou o filho mais novo para passar o final de semana e não o devolveu mais. “Vim aqui por querer saber mais dos meus direitos”, afirmou ela, que reclama também do fato de o ex-marido tê-la afastado do primeiro filho, hoje com 9 anos de idade, ao ponto de a criança nem chamá-la mais de mãe.

Para o defensor público geral do Estado, Rafael Vinheiro Monteiro Barbosa, as oficinas terão como foco a prevenção para buscar reduzir demandas semelhantes às de Marta. “A Defensoria da área da família representa 85% a 90% da demanda da Defensoria Pública do Estado, público que busca soluções para conflitos relacionados à pensão alimentícia, guarda e reconhecimento de paternidade”, explicou ele, ao citar a existência de varas de famílias com até 15 mil processos.