Com projeto Ensina-me a Sonhar, Defensoria Pública leva músicos para o Centro Socioeducativo Dagmar


O maestro e bacharel em música e regência pela Escola de Música da Universidade do Rio de Janeiro (UFRJ), Rigoberto Moraes, e o violonista Samuel de Pádua foram os convidados do projeto Ensina-me a Sonhar, da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), que leva profissionais para conversar com adolescentes que estão cumprindo medidas socioeducativas no Centro Socioeducativo Dagmar Feitosa.

Utilizando a música e a arte para fazer os adolescentes refletirem, Rigoberto e Samuel afirmaram ser necessário fazer escolhas acertadas e não desistir de seguir por caminhos bons quando há um desvio na vida. “A melhor decisão da sua vida vai ser tomada por você mesmo. É preciso pensar e ter foco no bem que vocês querem para a caminhada ser bem sucedida”, disse Rigoberto.

Samuel comparou a vida a um grande corredor repleto de portas em que cada uma delas representa uma opção: a porta do amor, do crime, do estudo, do vício... “Ninguém fica no corredor, todos nós fazemos escolhas e seguimos pelas portas. Então precisamos escolher o que nos levará a ter uma vida boa, com direitos e deveres assegurados. E esta escolha depende da vontade de cada um de nós”.

Ao longo da conversa, enquanto os músicos tocavam, os meninos foram estimulados a fazer desenhos expressando suas emoções e valores. “O que de mais importante há para cada um de vocês deve ser o que vai guiar suas escolhas de vida. Vocês não podem esquecer este princípio”, afirmou o maestro, que tem um projeto social com jovens da periferias do rio de Janeiro.

O evento teve a participação das defensoras públicas Juliana Lopes, titular da Defensoria Especializada na Execução de Medidas Socioeducativas; Monique Rodrigues da Cruz, titular da 7ª Defensoria Pública Criminal de 1º Grau e Dâmea Mourão Telles, titular da 6ª Defensoria Pública de Atendimento Cível. Elas são as idealizadoras do projeto Ensina-me a Sonhar, lançado em abril deste ano.

As palestras acontecem uma vez na semana. A intenção é que os adolescentes percebam, a partir das histórias dos convidados e do que eles lhes falam, que há possibilidades de mudar de vida e que não é um erro que pode impedi-los de seguir no caminho do bem. “Todo mundo erra em algum momento da vida e é necessário pagar pelos nossos erros. Mas há sempre como recomeçar e mudar a rota que não está correta. Nossa aposta é que estes jovens podem fazer diferença ao saírem daqui, por isso nos dispusemos a vir conversar com eles”, afirmou o violonista Samuel de Pádua.

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