Defensor destaca resultados no encerramento do Projeto Reeducar


O encerramento do projeto Reeducar deste ano realizado ontem, 18, celebrou mais que uma parceria entre o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), Associação dos Magistrados do Amazonas (Amazon) e Governo do Estado.

“O projeto, idealizado por nós em parceria com a juíza Eulinete Tribuzy, do Tribunal de Justiça, significa uma oportunidade de mudança de vida com a reinserção social de centenas de presos provisórios, que são aqueles que ainda não foram julgados”, afirmou o defensor público Miguel Tinoco Alencar, em solenidade realizada pelo TJ-AM.

Este ano, foram formados 160 reeducandos em solenidade realizada no auditório Fábio Antônio Teixeira do Couto Valle, no Fórum Ministro Henoch Reis, bairro de São Francisco, zona Sul.

No projeto, os presos provisórios participam de reuniões quinzenais do projeto e podem escolher entre 19 cursos oferecidos a eles por meio de parcerias como a feita com o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), como manutenção de ar-condicionado, mecânica, cabeleireiro, eletricista, garçom, confeiteiro, pintor, auxiliar de cozinha, atendente de farmácia, carpinteiro e repositor de mercadorias.

De acordo com o defensor, os que se formam em garçons e manutenção de ar-condicionado, por exemplo, têm empregabilidade imediata, o que é importante na medida em que a maioria deles é de homens jovens, que se envolveram com o uso de drogas e cometem crimes patrimoniais como furtos e roubos para comprar entorpecente.

INTEGRANTES

O Reeducar é coordenado pela juíza titular da 11ª Vara Criminal, Eulinete Tribuzy, e conta com o apoio de juízes das Varas Criminais da Comarca de Manaus, além da Defensoria Pública do Estado do Amazonas, da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB-AM) e de entidades como Alcoólicos e Narcóticos Anônimos, Educação e Cultura ao Alcance de Todos (Ecat) e Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam).

Na solenidade, estavam o presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas, Flávio Pascarelli; a juíza titular da 11ª Vara Criminal e coordenadora do projeto, Eulinete Tribuzy; a vice-presidente da Associação dos Magistrados do Amazonas (Amazon), juíza Mônica Cristina Raposo da Câmara Chaves do Carmo; a juíza Andréa Jane Silva de Medeiros, titular da 5ª Vara Criminal; e o defensor público Miguel Tinoco Alencar.

Pascarelli elogiou o projeto, por contribuir para dar uma nova oportunidade às pessoas que cometeram crimes de recomeçar a vida e buscar caminhos diferentes.

Houve ainda palestras com a juíza Eulinete Tribuzy, com o defensor Miguel Tinoco, com o advogado Josemar Berçot e representantes dos grupos Alcoólicos Anônimos e Narcóticos Anônimos, parceiros do projeto.

NÚMEROS

Desde 2009, já passaram pelo projeto cerca de 10 mil pessoas; somente em 2017, foram atendidos 2.644 reeducandos, sendo 870 deles inscritos em cursos do Cetam, 320 matriculados em curso supletivo, 240 encaminhados para atendimento psicológico na Ciapa, 620 encaminhados para emissão de carteira de identidade e 420 encaminhados para emissão de carteira de trabalho.

Para o defensor Miguel Tinoco, por ser um projeto de caráter multidisciplinar, com parceiros que ajudam a oferecer formação profissional a esse público, para saírem do caminho do crime trabalhando, o Reeducar é, acima de tudo, uma oportunidade para mudança de vida, cujos resultados só reforçam sua importância.

Em 2018, o projeto Reeducar retoma as atividades com a primeira palestra marcada para 5 de fevereiro.


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