Oficina da Parentalidade da DPE-AM ajuda casal a se reconciliar


Um casal estava separado havia sete meses e nem mesmo o nascimento do filho, à época da separação com quatro meses, os fez pensar em manter a união. “Estávamos decididos a nos separar, mesmo sem ter um grande motivo, um problema grave na nossa relação”, disse a esposa, que prefere não se identificar.

Quando deram entrada na solicitação de separação na 1ª. Defensoria Pública da Família, foram convidados a participar da Oficina de Parentalidade, promovida mensalmente pela Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) com o objetivo de sensibilizar as famílias que estão passando por um divórcio, pela separação do casal e conscientizar de que o término da relação conjugal não implica no fim da convivência familiar.

Convite aceito em janeiro deste ano, o casal assistiu a uma palestra e tudo mudou. “Vimos, durante a oficina, que não tínhamos motivo para nos separarmos e que o nosso filho, hoje com 11 meses, já estava sofrendo com a separação”, disse ela, informando a reconciliação com o marido.

“Quando fomos responder o questionário para identificar os motivos da separação, vimos que o que faltava era diálogo”, explicou a esposa, feliz com o resultado por ver novamente a família unida. Segundo ela, as informações foram muito esclarecedoras e fizeram os dois refletirem sobre o que era melhor para o filho e a família. “Nós havíamos optado pelo que parecia mais fácil, que era separar”, afirmou.

Na próxima sexta-feira, dia 23, haverá mais uma Oficina da Parentalidade, a ser realizada das 9h às 12h, no auditório da Escola Superior da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (Esudpam), situado na rua 24 de Maio, 321, Centro.

De acordo com o defensor público Helom Nunes, a Oficina de Parentalidade busca mostrar às mães e pais que a boa relação familiar deve ser priorizada por ser essencial para o crescimento afetivo dos filhos.

Os interessados que quiserem participar podem ligar para o telefone da 1ª Defensoria Pública de Família – (92) 3233-1007. Não é obrigatório que os dois membros do casal participem. Caso um dos dois não esteja interessado, o outro pode participar sem impedimentos.

Os defensores públicos Helom Nunes e Karoline Santos, que ministram as oficinas, passaram por uma capacitação no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). A coordenação do projeto é da defensora pública Heloísa Canto. A oficina acontece em um formato de bate-papo, no qual os participantes têm questões práticas e esclarecimentos sobre Direito de Família, além de poderem tirar suas dúvidas.

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