Centenas de feirantes e moradores do Mutirão participam de reunião com o defensor público Carlos Alm


Na manhã desta terça-feira, dia 13, mesmo debaixo de uma forte chuva, centenas de moradores e feirantes do bairro Amazonino Mendes, popularmente conhecido como Mutirão, estiveram na sede da Defensoria Pública Especializada em Atendimento de Interesses Coletivos (DPEAIC), localizada na Rua 24 de maio, 321, Centro, em busca de assistência jurídica para duas situações: o caos na feira do bairro e a questão do pagamento de indenizações aos moradores, que deverão ser removidos das áreas atingidas pelas obras do corredor viário do Igarapé do Mindu.

Os feirantes reclamam da péssima condição do lugar. Vários depoimentos relataram situação de risco e insalubridade. O alto índice de violência e a própria estrutura da feira, que está comprometida, preocupam a presidente do sindicato dos feirantes do Mutirão, Kelly Castro, ela contou que precisou pedir auxílio ao presidente do Sindicato dos Feirantes de Manaus para reformar o telhado do lugar.

“Lá na feira, são 130 permissionários trabalhando. Destes, 60% são idosos que têm de conviver com tiroteio de traficantes e com outras situações arriscadas. Em dias de chuva como hoje, o igarapé que passa atrás da feira enche e alaga a região e aparece todo tipo de bicho, de ratos a cobras”, reclamou Kelly Castro, presidente do sindicato dos feirantes da feira do Mutirão.

Em agosto de 2016, seis trabalhadores da feira estiveram na DPEAIC para denunciar que devido às obras do corredor viário do Igarapé do Mindu, representantes da Prefeitura de Manaus lhes ofereceram indenizações no valor de R$ 18 mil. Nesta terça-feira, eles afirmaram que gostariam de receber R$ 20 mil de indenização. Contudo, o próprio presidente do Sindicato dos Feirantes de Manaus, Davi Oliveira, questionou se esse valor valeria a pena.

“Muita calma nessa hora. Não é uma indenização no valor de R$ 15 mil ou R$ 20 mil que vai resolver o problema de vocês”, alertou o sindicalista. Davi expôs que já viu situações semelhantes em que o feirante recebe a indenização, mas depois retorna para atuar como feirante na rua e não nos boxes, como permissionário, pois o valor da indenização não os permite mudar de vida.

O defensor Carlos Almeida acatou a proposta do sindicalista para realizar uma audiência pública com a participação de representantes da Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento (SEMPAB) e da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (SEMINF).

Em relação aos moradores que deverão sair do lugar onde vivem atualmente devido às obras, o líder comunitário Jessé dos Santos Henrique afirmou que aproximadamente 1.500 famílias encontram-se nesta situação. Para apurar o caso e fazer os devidos esclarecimentos sobre a situação, o defensor público Carlos Almeida se comprometeu em realizar uma audiência no próprio bairro.

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