Oficina de Parentalidade da Defensoria Pública completa 10ª edição alcançando avanços como a maior p


Por meio de orientação e bate-papo com defensores públicos, atividade visa a conciliação de famílias em situação de separação para minimizar desgastes emocionais

A Oficina de Parentalidade da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) chegou a sua 10ª edição nesta sexta-feira, dia 27 de julho, tendo como um de seus avanços o aumento da participação masculina. Ao longo de quase um ano de atividades, já se nota a maior presença dos pais na série de palestras e rodas de bate-papo, público que, em geral, é menos receptivo a este tipo de atividade.

O objetivo é orientar para a boa convivência familiar durante o processo de separação do casal, evitando conflitos e amenizando os desgastes sofridos principalmente pelos filhos.

A oficina desta sexta-feira foi novamente realizada na unidade da DPE-AM da Rua 24 de Maio, 321, Centro. A atividade contou com a participação de 30 pessoas, entre mães e pais, que estão sendo atendidos em processos de divórcio, guarda e pensão alimentícia, entre outros, e foram convidados pela DPE-AM para a atividade.

O artista plástico José Maria Magalhães, 32, foi um dos participantes desta sexta-feira. Ele tenta regularizar a situação legal do filho de cinco anos, obtendo a guarda da criança. José conta que cuida do menino desde o primeiro ano de vida, após o fim do relacionamento com a mãe da criança, que casou novamente foi morar em outro local.

“Vim porque acho importante, para ter mais conhecimento, se informar sobre as coisas. É bom vir os dois, o pai e a mãe, para termos mais conhecimento sobre como se relacionar nesse momento e evitar maiores problemas”, afirmou, lamentando a ausência da ex-companheira.

Outro pai que esteve na Oficina da Parentalidade desta sexta-feira é Douglas da Silva Braga, 29, que foi à atividade acompanhado da ex-companheira e das três filhas. O casal está separado de forma amigável há cerca de quatro meses e a mulher, a dona de casa Dhulia Monteiro Braga, 28, está requerendo pensão alimentícia.

“Não entramos em conflito. Estou de acordo com o que for definido. Procuro ser um pai presente, acompanhar no médico e na escola, na medida do possível, por causa do meu horário de trabalho. Eu estou sempre em cima da coisa, até porque são três meninas”, disse Douglas.

Dhulia afirma que convidou o ex-companheiro para a oficina porque foi informada pela Defensoria sobre a atividade e achou que seria importante a participação dos dois. “Acho que é bom vir os dois. É bom para os pais verem também como é preciso ter um refinamento no tratamento com os filhos e a família. Até porque, ficar brigando só prejudica as famílias”, ressaltou.

Na oficina, os defensores públicos Helom Nunes e Karoline Santos abordaram temas como direito à convivência, guarda compartilhada, compartilhamento de responsabilidades, alienação parental e os efeitos do divórcio sobre os adultos e as crianças. A coordenação do projeto é da defensora pública Heloísa Canto.

Além das palestras e do bate-papo com os defensores públicos para esclarecer suas dúvidas, os assistidos também desenvolveram uma atividade, respondendo a um questionário para avaliar o projeto.

Para aumentar o alcance das oficinas e atingir seu objetivo, a DPE-AM tem investido em uma forma de convite personalizada direcionada aos assistidos da área de família que estão em processo de separação ou guarda. Além de receber uma carta-convite, os assistidos também são convidados para as oficinas por uma atendente que liga para cada um informando sobre a realização do evento e tirando dúvidas.

Segundo o defensor público Helom Nunes, a forma de convite personalizada tem feito aumentar o número de participantes a cada oficina. “E outro avanço que se percebe é a crescente participação dos homens, que em geral são menos receptivos a este tipo de atividade”, disse.

#DPEAM #OficinadaParentalidade #DireitodeFamília #Conciliação

51 visualizações