Oficinas de Parentalidade transformam vidas de famílias orientando para o diálogo


Última edição de 2018 do projeto que visa a conciliação de famílias em situação de separação ocorreu nesta quinta-feira, 06

As Oficinas de Parentalidade, da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), têm transformado as vidas de famílias que enfrentam o delicado momento da separação do casal. Com um formato de bate-papo, o projeto reúne pais e mães para conversar sobre a importância do diálogo saudável na solução de conflitos familiares para proteger as crianças de desgastes psicológicos. As oficinas têm auxiliado, tanto na solução de conflitos entre ex-casais em desacordo, quanto na orientação de famílias onde a separação é amigável.

O autônomo João, 48, e a servidora pública Maria (nomes fictícios), 33, que discutem na Justiça a guarda dos três filhos e o pagamento da pensão alimentícia, estão entre os mais de 30 participantes da 14ª Oficina de Parentalidade, a última de 2018, realizada nesta quinta-feira, 06, na unidade da DPE-AM da Rua 24 de Maio, no Centro. Os dois têm se desentendido e estão enfrentando dificuldades para encontrar um caminho para o diálogo.

João conta que não vê os filhos há 50 dias. Segundo ele, a mãe das crianças não tem permitido que ele conviva com as crianças e ele mesmo decidiu entrar com uma ação de guarda compartilhada e pensão alimentícia. Maria diz que o pai é que não tem procurado os filhos e que tem evitado falar com o ex-companheiro porque o desentendimento entre eles é tão grande que tem acarretado problemas de saúde para ela.

Durante a Oficina de Parentalidade, João e Maria revelaram ter um objetivo em comum. Desejam por fim ao conflito e criar uma situação saudável e harmoniosa para os filhos. “Estamos vendo aqui uma orientação para que haja uma aproximação, sem guerra. Não quero briga com ela. Só quero ter meu direito de pai”, afirmou João. “Creio que as orientações podem nos ajudar. Prefiro que a gente entre num acordo. Penso nas crianças, que já passaram por muitas coisas que causaram traumas. Então, se o relacionamento não deu certo, paciência, mas que se mantenha uma boa convivência”, disse Maria.

Vivendo uma separação amigável, a administradora Thalita Alves, 28, e o soldador Rodrigo Mendes, 35, acompanharam a Oficina juntos e na companhia do filho César Gabriel, de 8 anos. Thalita diz que ficou sabendo da Oficina ao procurar a Defensoria para entrar com o pedido de pensão alimentícia que move apenas para regularizar o benefício para o menino. “Mas não tem nenhuma desavença não, né?”, perguntou a Rodrigo, que respondeu: “Claro que não!”.

Para Thalita, a Oficina foi muito esclarecedora e serviu também para que ela faça uma reflexão sobre comportamentos que antes não percebia que eram negativos. Para Rodrigo, foi algo surpreendente. “Não esperava que fosse um esclarecimento sobre a relação que devemos ter entre nós e com nossos filhos. Foi bem esclarecedor, é uma visão colocada de uma forma que tem que ser vista, a fim de beneficiar o crescimento da criança”, disse.

Sobre o projeto

O projeto Oficinas de Parentalidade teve início em outubro de 2017 e, desde então, foram realizadas 14 edições das rodas de bate-papo, reunindo 245 participantes e contribuindo para a realização de 21 acordos em ações de família.

As oficinas são ministradas pelos defensores públicos Helom Nunes e Karoline Santos, que passaram por uma capacitação no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). A coordenação do projeto é da defensora pública Heloísa Canto.

O defensor público Helom Nunes avalia que a Oficina de Parentalidade tem conseguido alcançar seu objetivo e que, em 2018, já foi possível observar uma maior frequência e participação mais ativa das famílias no projeto.

#DPEAM #OficinadeParentalidade #DireitodeFamília

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