Defensoria Pública participa de reunião para discutir situação de indígenas venezuelanos em Manaus


Órgãos deliberaram medidas para conter problemas de convivência no abrigo do bairro Alfredo Nascimento e encaminharam a discussão de políticas para a geração de renda por parte dos imigrantes

O início do debate de políticas para geração de renda para os indígenas venezuelanos da etnia Warao refugiados em Manaus. Esse foi o principal encaminhamento da reunião entre órgãos federais, estaduais e municipais realizada, na última quarta-feira (20), para discutir a situação dos imigrantes. O encontro contou com a participação da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM).

Com a presença dos indígenas venezuelanos, a reunião promovida pelo Ministério Público Federal (MPF) teve representantes das secretarias estaduais de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), Assistência Social (Seas) e do Trabalho (Setrab); municipais de Assistência Social e Cidadania (Semasc) e Saúde (Semsa); entre outras instituições como o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e a Arquidiocese de Manaus.

As situações de tensão envolvendo atos violentos entre os venezuelanos que vivem no abrigo do bairro Alfredo Nascimento, na Zona Norte, estiveram entre os pontos discutidos na reunião. Para tentar amenizar os problemas, ficou deliberado com a Semasc, que coordena o abrigo, a realização de reuniões quinzenais com os indígenas a fim de mediar os conflitos de convivência.

Está prevista para a segunda semana de março uma nova reunião onde os órgãos envolvidos no acolhimento dos venezuelanos vão definir estratégias para a inserção dos abrigados no mercado de trabalho local.

A DPE-AM, por meio da Defensoria Especializada na Defesa de Direitos Humanos , vem acompanhando a situação dos venezuelanos em Manaus e participando da série de debates organizados regularmente pelo MPF. Segundo o defensor público Roger Queiroz, titular da Especializada, a Defensoria participa das reuniões para apresentar sugestões que possam melhorar o atendimento e assistência dos imigrantes.

“Nosso trabalho é a assistência individual, mas quando participamos de um grupo com instituições importantes, e com papéis fundamentais nesse processo, podemos ajudar a construir uma política de acolhimento mais efetiva e humana”, destacou.

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