Defensores que atuarão em Tefé e polos do interior começam Curso de Iniciação à Carreira


Sete aprovados no último concurso começaram, nesta segunda-feira (17), o Curso de Iniciação à Carreira para Defensores Públicos 2019, ofertado pela Escola Superior da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (Esudpam). A abertura da capacitação contou com a presença do defensor público geral, Rafael Barbosa; a diretora da Esudpam, Manuela Cantanhede; a diretora administrativa da DPE-AM, Adriana Tenuta, e o diretor de planejamento da DPE-AM, Ricardo Paiva.

O defensor público Thiago Rosas, titular da 5ª Defensoria de Atendimento Cível e substituto na 1ª Especializada de Interesses Coletivos, foi quem ministrou a aula inaugural, que teve como tema a atuação da Defensoria no interior.

Danilo Garcia, Gabriela Gonçalves, Saelli Miranda Lages, Márcia Mileni, Juliana Maia Antoniassi, Murilo Menezes e Jéssika de Lima Freire serão empossados como defensores públicos no próximo dia 27, às 9h, na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM). Após a posse, cinco deles irão trabalhar no Polo do Médio Solimões, que será inaugurado em Tefé, a 523 km de Manaus, no mês de julho. Os outros dois devem atuar em outros polos da Defensoria no interior do Estado que ainda serão definidos.

A programação do Curso de Iniciação à Carreira segue até o próximo dia 28 com aulas ministradas por defensores públicos e servidores sobre a organização e atuação da Defensoria no Amazonas.

Conheça os novos defensores

O projeto de interiorização da Defensoria Pública no Amazonas e a vontade de atuar nas demandas populares são alguns dos fatores que motivam os futuros defensores para a atuação na DPE-AM, segundo eles próprios.

“A gente vem acompanhando o trabalho e sentindo a intenção da administração de ir ao interior. O que me motivou a vir para o Amazonas foi a estrutura da Defensoria Pública, esse sentimento de expansão”, conta Danilo Garcia, que deixou o posto de defensor público estadual no Amapá para ingressar na DPE-AM.

Danilo é formado em Direito pelo Centro Regional Universitário de Espírito Santo do Pinhal (Creupi-SP), já atuou como analista jurídico do Ministério Público do Estado de São Paulo, e como advogado recém-formado trabalhou em uma iniciativa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) com a Defensoria Pública paulista.

Único amazonense do grupo de novos empossados, Murilo Menezes destaca na carreira de defensor público o potencial para emancipação social dos assistidos. “Chegamos para contribuir, somar com os demais defensores na missão de levar justiça ao interior do Estado, que tem uma população carente. Temos não só que essencialmente cumprir um bom trabalho como também emancipar a população do interior”, afirma.

Bacharel em Direito pelo Centro Universitário do Norte (UniNorte), Murilo era agente técnico jurídico do Ministério Público Estadual (MPE-AM).

Já a mineira Gabriela Gonçalves trabalhou por quase seis anos como analista do Ministério Público do Trabalho do Mato Grosso (MPT-MT) e é formada em Direito pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS).

“A Defensoria é uma instituição de transformação social. Isso que me interessa. Nosso trabalho será desafiador e importante pela representatividade de inaugurar um polo da Defensoria Pública. Somos nós que iremos conhecer as primeiras demandas da população daquela região”, comentou Gabriela, destacando suas expectativas para o trabalho como defensora.

Animada com a oportunidade também está a maranhense Márcia Mileni, que estagiou por dois anos na Defensoria Pública de seu estado natal. Formada em Direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Márcia sempre prestou concursos para Defensorias e buscou atuar profissionalmente em projetos ligados ao atendimento à população carente.

“Eu sempre quis ser defensora pública. Gostei muito do acolhimento que tive no Amazonas, desde o período em que vim fazer as provas para o concurso. No Nordeste nós temos uma proximidade com o Norte, uma cultura parecida com a daqui”, destacou.

Formada em Direito pela Universidade de Fortaleza (Unifor) e com especialização em Direito e Processo Constitucional, a cearense Jéssika de Lima Freire, 28, atuou por dois anos e meio na advocacia privada, depois ingressou na Defensoria Pública do Amapá, até prestar concurso para a DPE-AM.

“O crescimento da Defensoria Pública do Amazonas é visto nacionalmente, o que acaba atraindo quem atua na área. Estava atuando na Defensoria do Amapá, mas decidi prestar concurso para o Amazonas pela melhor estrutura e potencial de crescimento. Penso na população que precisa da assistência da Defensoria no interior do Amazonas e quero fazer o melhor trabalho possível”, disse.

Natural de Umuarama, no estado do Paraná, Juliana Maia Antoniassi, 28, é formada em Direito pela universidade Estadual de Maringá (UEM) e, desde sua formação, exercia a advocacia com ênfase na área criminal. O concurso da DPE foi o primeiro em sua carreira. “Sabíamos que as perspectivas no Amazonas eram boas porque a Defensoria está crescendo. No meu Estado, Paraná, o cenário para defensor público não é tão bom quanto no Amazonas. Estamos bem animados para começar a trabalhar e fazer a diferença na vida do assistido que precisa de atendimento jurídico”, destacou.

Formada em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Saelli Miranda Lages, 28, é natural de Belo Horizonte e advogada em um núcleo de assistência jurídica da UFMG. “Ajudava na prestação de assistência jurídica ao mesmo perfil de hipossuficiente que a Defensoria Pública atende. Entrar na DPE-AM é motivo de muito orgulho e estou animada para atender a população que mais precisa”, falou.

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