Estrada do interior do Amazonas é desbloqueada após intervenção da Defensoria


O bloqueio da BR-317, em Boca do Acre (distante 1.561 quilômetros de Manaus), chegou ao fim na tarde desta quinta-feira (12), após intervenção da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM). A estrada estava bloqueada desde a última segunda-feira, 9, depois que moradores e produtores rurais do município ocuparam dois trechos para reivindicar a pavimentação da estrada que apresenta problemas no asfalto. Eles também cobram a regularização fundiária de terrenos no município.

O defensor público Wilson Oliveira Júnior foi o articulador para mobilizar representantes do bloqueio e os órgãos responsáveis por atender o pleito. Wilson mobilizou os líderes do movimento, além do prefeito, procurador e membros do Ministério Público do Estado (MPE/AM), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AM), em uma reunião na qual foram discutidas possíveis soluções. Na ocasião, os participantes do bloqueio relataram que a BR-317 é o único acesso para o escoamento da produção e que no período de inverno a rodovia fica intrafegável.

A encontro resultou em uma carta de intenções na qual o prefeito do município, José Maria Silva da Silva, o presidente da Câmara Municipal, Valfrido de Oliveira Neto, bem como o defensor público Wilson Oliveira, se comprometem em agendar audiências com o Governo do Estado, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), além do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para tratar das reivindicações e da pavimentação da BR 317.

Após o compromisso ser assumido, líderes do movimento afirmaram que liberariam a estrada, mas com a possibilidade de bloqueá-la novamente caso a agenda estabelecida seja descumprida. O defensor Wilson ainda foi a um dos trechos bloqueados onde apresentou o resultado da reunião para os participantes da manifestação.

“Convidei o Ministério Público para estarmos juntos com o procurador do município para que tivéssemos uma reunião com a prefeitura, presidência da Câmara e líderes do movimento para discutir uma solução. Dessa reunião saiu uma carta de intenções na qual eu, o prefeito e presidente da Câmara envidaremos esforços para, junto com dois líderes desse movimento, levar as demandas que eles têm para o Governo do Estado, Incra, Tribunal de Justiça e DNIT. O objeto é viabilizar uma oportunidade para que externem suas preocupações e intenções”, explicou o defensor.

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