Defensoria Pública recomenda a Prefeitura de Parintins que volte com o uso de máscaras em ambientes



Segundo defensores do Polo Baixo Amazonas, decreto deveria flexibilizar o uso apenas em ambientes abertos



O Polo Baixo Amazonas, da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), expediu nessa terça-feira, 15, uma recomendação à Prefeitura Parintins para que altere o decreto municipal n° 28/2022, que desobriga o uso obrigatório de máscaras em ambientes abertos e fechados.


A DPE-AM alerta que deixar de exigir o uso do equipamento em ambientes abertos segue o decreto governamental sobre o assunto, mas em ambientes fechados o uso deve seguir obrigatório. Para pessoas com 70 anos ou mais, o uso é recomendado em qualquer ambiente.


A defensora pública Renata Visco explica que a população não pode ser exposta ao risco de contaminação por coronavírus e outras doenças, em prol do maior conforto em ambientes fechados.


“É preciso ainda destacar o claro benefício adicional que as máscaras trazem no controle de outras doenças infectocontagiosas. Ao reter gotículas em sua parte interna, a máscara ajuda a evitar a transmissão de vírus como os causadores da gripe e das influenzas, sarampo, catapora, tuberculose e meningite. Nem há que se falar em desconforto no uso de máscaras: tal questão nem se põe frente aos ganhos que se obtêm com seu uso e mais que isso, frente aos prejuízos que podem advir da desobrigação.”


A recomendação da DPE-AM lembra ainda os riscos trazidos pela descoberta da variante deltracron – combinação das cepas delta e ômicron, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).


“Não podemos flexibilizar em demasia. A pandemia esmoreceu, mas não acabou, e toda flexibilização tem que ser gradual para que se possa acompanhar seu reflexo nos casos positivos no município", completa a defensora Camila Campos.


Foto: Evandro Seixas/ DPE-AM

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