Defensoria vistoria áreas alagadas na Zona Sul e detecta falta de pontes e acúmulo de lixo

Órgãos vão ser acionados para prestar esclarecimentos sobre o que pode ser feito em cada região, a fim de minimizar os impactos da cheia



A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) realizou nesta sexta-feira (13) mais uma etapa da vistoria em áreas alagadas na Zona Sul de Manaus, por meio do GT Enchentes 2022.


No bairro do Céu, a Defensoria identificou que a Prefeitura antecipou a construção de pontes na região, diferente do ano passado, o que facilitou o acesso principal dos moradores; sendo necessário apenas solicitar a colocação de passarelas para acesso a algumas residências.


Por outro lado, o acúmulo de lixo é muito grande nas margens do igarapé, o que pode oferecer risco de contaminação. “Nós vamos oficiar à Semulsp para verificar essa situação, porque tem muito lixo. Com a subida das águas, o igarapé fica represado e toda essa sujeira fica cada vez mais próxima da população, podendo trazer risco de doenças”, apontou a defensora Dâmea Mourão, que, além de integrante do GT Enchentes, também é coordenadora do Núcleo de Moradias e Fundiário (Numaf).



“Todo ano a minha casa fica alagada e, geralmente, eu mudo para a casa de parentes até a água começar a descer. Esse ano o rio está subindo muito rápido e a gente fica preocupado com o que vai acontecer amanhã”, disse a aposentada Elizabeth Nascimento, de 62 anos.


Outras áreas


No beco do Arteiro, próximo à rua dos Barés, no Centro da capital, a situação não é diferente. A água já começou a alagar as casas e os moradores pedem por construções de pontes.



No beco da Pedreira, no bairro Presidente Vargas, os moradores afirmam que ainda não foram assistidos com a construção de pontes e, no local, algumas casas já começaram a ser invadidas pelas águas. Mas eles informaram que a Defesa Civil esteve na área recentemente para uma primeira avaliação e aguardam o retorno.


De acordo com a defensora Dâmea Mourão, a Defesa Civil e a concessionária Águas de Manaus também serão acionadas para prestar informações sobre o cadastramento de pessoas e a situação da rede de distribuição de água, visto que em algumas áreas a tubulação está submersa.


Já na rua Walter Rayol, a água do igarapé invadiu parte da via, inviabilizando parcialmente a passagem de pedestres. Neste caso, a Defensoria também vai acionar os órgãos competentes para as providências.



Zap da Cheia


A Defensoria Pública tem realizado visitas técnicas aos bairros atingidos pela cheia, semanalmente. As áreas vistoriadas são definidas conforme as demandas recebidas pelo Zap da Cheia (98431-7941), para o qual os moradores podem enviar fotos e vídeos dos locais afetados, indicando o endereço completo. O objetivo é verificar as principais necessidades da população e intermediar por soluções junto ao Poder Público.



Texto e Fotos: Kelly Melo

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