DPE acompanha apresentação do plano de enfrentamento à Covid-19 no AM e mantém fiscalização



Evento com a presença do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e autoridades nacionais e estaduais de saúde, ocorre em meio à nova alta de contágio, internações e mortes


A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) acompanhou, nesta segunda-feira (11), a apresentação do Plano de Enfrentamento à Covid-19 no Amazonas e seguirá com a fiscalização das políticas públicas implementadas para o combate à pandemia. Com a presença do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, autoridades de saúde nacionais e estaduais, representantes dos órgãos de controle e prefeitos, o evento foi realizado nesta manhã no Centro Cultural Vasco Vasques (CCAA).


O subdefensor-geral do Estado, Thiago Nobre Rosas, representou a Defensoria no evento e disse que a instituição acompanha atentamente todas as informações prestadas, notadamente com relação ao planejamento de vacinação do governo federal, que é o Plano Nacional de Imunização (PNI).


“Acompanhamos também a proposta do governo federal de tratamento precoce para a doença, a fala do município com relação à atenção básica de saúde e dos investimentos nessa área. E a Defensoria Pública do Estado, como órgão de controle das políticas públicas, seguirá fiscalizando e acompanhando as medidas apresentadas”, afirmou.


De acordo com Thiago Rosas, o governo do Estado também informou que nos últimos dois meses aumentou o número de leitos nos hospitais e que vai abrir o hospital de campanha na Nilton Lins, com o chamamento público de empresas e fornecedores interessados, medidas que também serão acompanhadas da fiscalização da Defensoria.

Durante o evento, o ministro Pazuello fez um apelo aos profissionais de saúde, para que se disponham ao trabalho no atendimento à geração de novos leitos e reforçou a importância do bom funcionamento das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e do tratamento precoce da doença para a eficácia do plano estratégico de enfrentamento à pandemia de Covid-19.


O ministro também explicou o planejamento para o início da vacinação no Brasil que, segundo ele, deve ocorrer até no máximo início de março, de forma simultânea em todos os Estados, de “três a quatro dias” após a aprovação do uso emergencial de qualquer vacina pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).


“Talvez o foco seja não na imunidade completa, mas na redução da contaminação”, afirmou o ministro. Pazuello explicou que, com uma primeira dose, a ideia é de que a pandemia vá “diminuir muito”. Após essa redução nas contaminações é que se começaria a aplicação de uma segunda dose.


Segunda onda


A presença do ministro em Manaus, assim como a de uma equipe do Ministério da Saúde que está no Amazonas, se deve à nova alta de contágio, internações e mortes pela doença, intensificada após a segunda metade de dezembro. De acordo com dados do governo do Amazonas, na média dos últimos 14 dias, houve alta de 72% nas contaminações e 80% nas mortes.


Em todo o Amazonas, tanto a rede pública como a privada encontram-se com mais de 90% dos leitos ocupados, sejam normais ou de Unidades de Tratamento Intensivo (UTI).


De acordo com Pazuello, o Ministério da Saúde possui contratada a compra de ao menos 350 milhões de doses de vacina até o fim do ano. Ele convocou prefeitos a deixarem salas de imunização e depósitos refrigerados prontos para serem acionados logo após a aprovação de um imunizante. O ministro também afirmou que cada estado precisa ter um plano de imunização próprio preparado, devido às peculiaridades logísticas locais.


Representantes da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) apresentaram dados estatísticos para traçar o quadro epidemiológico atual no Estado. Os dados apresentados mostram uma taxa de contágio de 1.15, a segunda maior do País e que do início de 2020 a janeiro de 2021, o número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave foi 20 vezes maior do que o registrado no Estado em 2019. O secretário de Estado da Saúde, Marcellus Campêlo, falou sobre a ampliação do número de leitos na rede pública de saúde e de mudanças no fluxo de atendimento nos hospitais para receber o aumento de casos de Covid-19.


Governo e Prefeitura


O governador do Amazonas, Wilson Lima, ressaltou o apoio que o Estado tem recebido do governo federal para enfrentar o agravamento da crise na saúde, o que, segundo ele, está permitindo a aquisição de oxigênio de outros estados da federação, de insumos e medicamentos essenciais ao tratamento de casos graves de Covid-19 e o recrutamento de pelo menos 1.400 profissionais de saúde para reforçar a linha de frente nas unidades de saúde.


Wilson Lima disse ainda que espera contar com a maior quantidade possível de vacinas para iniciar a imunização da população, principalmente dos mais vulneráveis, como os idosos, os indígenas e os profissionais de saúde. “Estamos em uma guerra e essa guerra só será vencida com a união de todos”, disse o governador.


O prefeito de Manaus, David Almeida, destacou a integração dos poderes e ressaltou o apoio da atenção básica no tratamento precoce da doença. “Estamos, pela primeira vez, integrados, Governo Federal, Estadual e Municipal. Aqui se faz um esforço, uma parceria, nos três níveis de governo. Nós temos 22 Unidades Básicas de Saúde (UBS) abertas só tratando Covid. Aos primeiros sintomas, procure uma Unidade Básica de Saúde. Não espere sentir falta de ar.


Nos primeiros sintomas procure a Unidade Básica de Saúde e você vai ter a orientação e o tratamento necessários, e todos os medicamentos que a Prefeitura e o Ministério da Saúde vão disponibilizar para vocês, para que possamos tratar a doença no início, para que ela possa não evoluir e precisar de uma unidade de média e alta complexidade”, disse.


Fotos: Divulgação/Secom

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