Turma de Medicina da Ufam cola grau antecipadamente em cerimônia por videoconferência



Defensorias do Estado e da União chegaram a pedir na Justiça colação antecipada com base em MP de Bolsonaro; profissionais vão atuar no enfrentamento ao Covid-19

Os 37 finalistas do curso de Medicina que ingressaram na Justiça para ter a formatura antecipada pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) colaram grau, nesta quinta-feira (23), em solenidade realizada por videoconferência. O grupo procurou as Defensorias Públicas do Estado (DPE-AM) e da União (DPU) para pleitear a antecipação, com base na Medida Provisória (MP) 934, que permite às Instituições de Ensino Superior encurtar a graduação de Medicina, desde que cumprido o requisito mínimo de 75% da carga do internato (estágio supervisionado). O grupo, que faz parte da 93ª Turma de Medicina da Ufam, já havia cursado quatro dos cinco módulos do estágio obrigatório, o que corresponde a 80% do internato e está acima do mínimo previsto na MP editada pelo Governo Federal para abreviar a duração dos cursos de Medicina. Além disso, os agora novos médicos baseavam o pedido no desejo de atuar no atendimento à população diante do enfrentamento ao coronavírus. No início de abril, as Defensorias ingressaram com pedido de tutela antecipada para que a universidade antecipasse a colação de grau. No plantão judicial do último dia 5, a juíza federal Jaiza Fraxe não deferiu a tutela cautelar argumentando que diante da MP 934, era “certo ou ao menos muito provável” que a Federal anteciparia a entrega dos diplomas aos estudantes aptos. Fraxe também afirmou que conceder a tutela sem ouvir a Ufam iria ferir a autonomia mínima das universidades federais e deu prazo para que a instituição se manifestasse. Segundo a universidade, a novidade da colação de grau não presencial e em tempos de isolamento social por conta da pandemia do novo coronavírus, foi definida com a decisão pela elaboração do ad referendum nº 04/2020, do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe), autorizando a antecipação da colação de grau de discentes dos cursos da área da saúde. Ao todo, 56 finalistas de Medicina, concluíram a graduação nesta quinta-feira. O defensor público Rafael Barbosa, responsável pela Defensoria Especializada em Atendimentos de Interesse Coletivo, que atuou na ação dos estudantes, comemorou a formatura dos novos médicos. “O Amazonas é o primeiro estado brasileiro a ter o sistema de saúde público entrando em colapso ante também a falta de equipe técnica para fazer frente à demanda de atendimentos que surge com a pandemia. Ficamos extremamente felizes, porque agora temos mais pessoas capacitadas e motivadas atuando no combate ao Covid-19 em nosso estado”, celebrou. Cerimônia virtual Embora com algumas diferenças, na outorga de grau a distância praticamente todos os ritos de uma solenidade presencial são mantidos. Houve composição de mesa virtual, da qual participaram o reitor Sylvio Puga, entre outras autoridades da Ufam. Os formandos participaram da cerimônia de suas casas. Eles acompanharam a execução do Hino Nacional e fizeram o juramento da profissão, até o momento mais esperado: quando o reitor procedeu à leitura do termo de outorga de grau. Durante a colação de grau virtual, os estudantes compararam a outorga de grau antecipada a um parto prematuro e reafirmaram o compromisso de atuação em meio à crise causada pelo coronavírus. Após a cerimônia, que contou com transmissão on-line pelo YouTube, foi possível ver os médicos comemorando a formatura com os familiares dentro de casa.

58 visualizações
INSTITUCIONAL
Please reload

DIÁRIO OFICIAL
CONSELHO SUPERIOR
Please reload

LEGISLAÇÃO
SERVIÇOS
Please reload

IMPRENSA
Please reload

Please reload

Avenida André Araújo, nº 679 - Bairro Aleixo
CEP 69060-000 | Manaus - Amazonas